April92012

Perdida Mente

Há de ser muito malogrado quem compete para ganhar. Também há de ser parvo quem compete para perder. Por que não competir por competir? Viver por viver! Antes de prosseguir, inúmeras desculpas pela pequena alteração no curso do texto, mas até agora, neste meu conjunto de frases, encaixa-se perfeitamente o sentido da frase: “faça o que eu digo, não faça o que eu faço”. Por exemplo: não é que eu não saiba apreciar o vermelho das rosas e o cheiro do vento na grama; ao contrário, eu sou faminto pela beleza bucólica, eu só não tenho a invejável capacidade de apreciar o mesmo cenário por muito tempo. E aqui, nesta transcrita hipocrisia, venho advertir qualquer um que venha a passar os olhos por esta vergonha literal de que devem me contrariar. Vai entender. Vai me entender…

Dando continuação ao tema principal, preciso tentar entender essa fútil necessidade humana de dar significado para tudo. É sim uma necessidade; uma necessidade de compreensão do quase incompreensível. O desnecessário se faz essencial por meio da mente troglodita do homem que insiste em se dizer no topo do mundo, empoleirado em seu ego. Ah! estou longe de dizer que não me enquadro neste conceito, pelo contrário! Eu tenho um crescente desejo de também me empoleirar no topo de meu ego e, de lá, observar cada detalhe do mundo. Mas é como antes anotei, na minha pequena alteração de rumo textual: Faça o que eu digo, não faça o que eu faço.

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